Culpa

Certa vez alguém me disse que culpa não existia…

Me lembro como se fosse hoje da frase que ouvi: “Mas também culpa não existe…”

E naquele momento eu não consegui entender o que aquilo significava. Eu só conseguia pensar: “como não existe?! Se alguém causa determinada coisa, a culpa é dessa pessoa.”

Porque eu enxergava o mundoa partir de um viés vitimista. Ou seja, se existe vítima existe também algoz, e a culpa pertence a este segundo. A maioria das pessoas ainda se encontra nesse grau de visão dos acontecimentos, como se a nossa realidade fosse um grande filme de ‘vilões e mocinhos’. Mas onde a maioria só consegue se enxergar como ‘mocinhos’, ou melhor, ‘vítimas’ de algo, de alguém ou de tudo. E nesse prisma, a culpa está sempre embutida.

Levaram alguns anos até eu entender o que aquela pessoa quis me dizer naquele dia. Mas para isso muita coisa dentro de mim precisou mudar. Principalmente, minha visão sobre o mundo.

Eu precisei sair do olhar limitado da vitimização e compreender que no lugar da culpa existe a responsabilidade, e que tudo aquilo que vivi e experienciei foi atraído por mim, pelo meu estado vibracional.

Essa é a verdade que causa um mal estar em muitas pessoas. Porque elas ainda não entendem a responsabilidade, e então só enxergam a culpa, mas agora, nelas mesmas.

Responsabilidade é muito diferente de culpa.

Culpa tem uma conotação negativa, está ligada à danos, ao mal, a delitos, crimes e assim por diante. Envolta sempre na dualidade Bem e Mal.

Responsabilidade é entender que cada um tem a sua e ambos estão fazendo o melhor que podem naquele momento, de acordo com o nível de consciência em que se encontram. E que não existe vítima e algoz, a mocinha e o vilão, quem está certo e quem está errado. É nossa percepção – formada por um conjunto de crenças e emoções guardadas – que define assim.

O que acontece é que atraímos o que vibramos a nível emocional.  O Universo funciona como um espelho, refletindo aquilo que emanamos a ele. Não a nível racional, cognitivo, mas sim, ao nível mais profundo das emoções e sentimentos.

Esqueça a culpa. Perdoe. Perdoe-se. Compreenda. Liberte-se da vitimização e assuma sua responsabilidade por tudo a sua volta. Só assim você assume seu verdadeiro poder, deixa de ser “vítima do destino” para se tornar autor da sua própria história.